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8 de Março - Dia Internacional da Mulher

Nesta data tão marcante, nós da Andef queremos parabenizar a todas as mulheres pelo dia de hoje! Parabenizamos também as nossas colaboradoras que fazem, com muito trabalho e dedicação, que esta instituição exista.

E nesta data viemos homenagear aquela que é a nossa fundadora, relatando sua história de vida e deixando aqui o nosso mais sincero carinho e respeito a Tania Rodrigues.

Tania Regina Pereira Rodrigues, mulher, Médica Neurologista, cadeirante, fundadora da Andef – 1981 – (Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos), foi Vereadora (1992/1994) e Deputada Estadual (1994/2002).


Tania Rodrigues tem uma história de luta, determinação e grandes conquistas, todas fruto de muito esforço e dedicação dela, de seus pais e da sua família. Ela sempre soube que teria que buscar o respeito das pessoas pelos seus estudos, pela sua ética e correção nas atitudes. Seu pai a ensinou que, para vencer os preconceitos, deveria ser a melhor naquilo que escolhesse. Desde pequena, por conta da paralisia infantil, sempre quis cuidar das pessoas como cuidaram dela. Por isso, a escolha pela medicina como profissão. Aos 17 anos entrou para a Universidade e aos 23, concluiu o curso de Medicina com especialização em Neurologia.


Em 1981, no Ano Internacional da Pessoa Deficiente, instituído pela ONU, foi convidada a coordenar a banca de empregos do município de Niterói, embrião do nascimento da ANDEF (Associação Niteroiense de Deficientes Físicos) fundada por ela naquele ano, e que se transformou ao longo desses 40 anos na maior organização de pessoas com deficiência do Brasil. Através da ANDEF oferecemos a outras pessoas com deficiência a oportunidade de mudar de vida. O começo não foi nada fácil. Tente imaginar como a sociedade enxergava as pessoas com deficiência 40 anos atrás? O desafio era a partir da experiência dela contribuir para melhoria das condições de vida das pessoas com deficiência e foram muitos os que tiveram a primeira oportunidade de emprego através da ANDEF.


A partir de então, cada vez mais ela se envolveu com o movimento das pessoas com deficiência. Alcançando importantes vitórias, não só para elas, mas também para toda a sociedade. A militância no movimento das pessoas com deficiência a levou a política e ao parlamento. Fui vereadora, deputada estadual e me foi possível produzir importantes leis em benefício de toda a sociedade.


“Todos os dias agradeço a Deus pelas bênçãos que me foram concedidas e pela luz que iluminou meus caminhos. Aos meus pais pela educação e formação para a vida. Ao meu companheiro, filhos, genros e netos pela compreensão para com minhas faltas, ausências e principalmente por todo amor e carinho recebido, minha mais sincera gratidão! Sem vocês minha história não seria a mesma.” Tania Rodrigues


Meus pais – A importância da Família


Em julho de 1949, mais precisamente no dia 29, seus pais se casaram. Assim como em todos os países naquela época, o Brasil vivia o pós-guerra e a expectativa da recuperação da economia. Seu pai, Antônio Rodrigues voltara da II Grande Guerra Mundial, onde esteve com a Força Expedicionária Brasileira. Ao voltar da linha de frente foi condecorado com a Medalha Naval, concedida aos combatentes pelos serviços prestados ao país.


Ele se apaixonou pela senhorita Guiomar Pereira Rodrigues, sua mãe, filha de um cocheiro e de uma mulher preta, um casal muito humilde, honesto e trabalhador. A paixão correspondida entre seus pais os levaram ao casamento e a expectativa da formação de uma numerosa família, bem como quase todas naquela época. Tania Rodrigues nasceu no início da década de 1950 e, no dia 21 de maio de 1954, com pouco mais de quatro anos de idade, foi pega pelo vírus da Poliomielite, que era tão traiçoeiro e letal quanto o corona vírus é hoje em dia.


Tania foi levada até o setor de pediatria do Hospital dos Servidores do Estado do RJ. Com diagnóstico confirmado, foi transferida já no dia seguinte para o Hospital Menino Jesus. Da noite para o dia, perdeu os movimentos das pernas e braços, além de ter seus músculos respiratórios comprometidos, o que a levou ao Pulmão de Aço (o respirador moderno e que tantas vidas têm salvado na pandemia da COVID-19) por 13 dias, tempo máximo de utilização do equipamento considerado pela medicina para uma criança.


A poliomielite a tirou grande parte dos movimentos e dos seus pais a expectativa de terem mais filhos. Em um ato de desespero e coragem, sua mãe utilizou medicamentos para atrofiar o útero, impedindo assim a possibilidade de uma nova gravidez. Seu pai abandonou o trabalho para ajudar sua mãe nos cuidados que uma criança com pólio exigia.


A história dos seus pais é parecida com a de muitos pais ainda hoje. Se não fosse pela dedicação deles, ela não teria tido a possibilidade de chegar aonde chegou. Divida essa de gratidão eterna.


Infância e adolescência


Aos três anos de idade, quando mal começava a dar seus primeiros passos, Tania contraiu o vírus da poliomielite e na época, ainda não havia vacina para combater o vírus. No início da doença, a febre constante levava a suspeita de uma gripe, mas, segundo o pediatra na época, nada que pudesse preocupar sua mãe.


A falta de movimentos em suas pernas e braços mudou o diagnóstico inicial, como também a sua vida e de seus pais para sempre. Como outras milhares de crianças no Brasil e no Mundo, Tania havia contraído o vírus da poliomielite. Ali foi o início da sua luta pela própria vida. Ela foi submetida a diversas cirurgias que a levaram a passar grande parte da sua infância ocupando leitos hospitalares.


Por conta da dedicação aos tratamentos, foi alfabetizada pelo seu pai dentro dos hospitais mesmo. A doença e as internações prejudicaram o início formal dos seus estudos. Somente aos oito anos de idade que foi matriculada em uma escola regular, o Educandário Califórnia, em Nova Iguaçu, cidade para onde seus pais haviam se mudado.


Aos 9 anos, já havia recuperado o tempo perdido. Com o retorno de seus pais para Niterói, foi matriculada para o terceiro ano no Colégio Floriano Peixoto, no Barreto, concluindo ali os seus primeiros quatro anos de estudos, na época chamado de Grupo Escolar.


Fez o Ginásio no Colégio Santa Bernadete, em Santa Rosa. Já o Científico, cursou no Liceu Nilo Peçanha.

Nas escolas em que estudou não havia acessibilidade, mas com a força de Deus e a ajuda de seus amigos foi vencendo as escadas e os degraus da vida. Sua limitação física jamais impediu que pudesse conviver com suas amigas e amigos, seja na infância ou adolescência. Frequentou praias, clubes e participava do Coral da Igreja Nossa Senhora Auxiliadora.


Participou cantando no Clube do Guri, programa que era exibido pela TV Tupi, apresentado pelo radialista e compositor Collid Filho, e que revelou artistas como Elis Regina, Wanderléia, Rosemary, Leny Andrade, dentre outras. Formou com as amigas Dorinha, Marilza e Cristina uma Banda só de meninas que ganhou o nome de “As Gatas” tocando o contrabaixo e se apresentando no Clube Pioneiros e em festas de amigos.


A limitação física, superada por um aparelho em uma das pernas e um par de muletas fizeram de Tania uma garota diferente, mas totalmente integrada socialmente. Carregando este aprendizado ao longo da vida, para vencer barreiras físicas, emocionais e atitudinais.


E escolha da medicina


Não foi por acaso a escolha pela Medicina como profissão. Afinal, é a medicina, após Deus, que mais aproxima pessoas na busca constante da substituição da adversidade pela esperança. Servir ao próximo está no DNA dos Médicos. Está no seu DNA. Para estudar, ainda que em Universidade pública, seus pais fizeram como se diz popularmente “das tripas coração”. Livros caros, estudo em tempo integral, tudo aquilo que dificulta pessoas pobres, para através dos estudos mudarem suas vidas.


O que nunca lhe faltou foi o estímulo dos seus pais e amigos e a determinação obcecada de Tania em vencer na vida. Sabia que isso só poderia acontecer com a dedicação aos estudos. Para diminuir a carga financeira sobre seus pais, foi bolsista de iniciação cientifica no CNPq, que tem contribuição inestimável para estudantes sem recursos, como era o seu caso e o de muitos jovens que, apesar das dificuldades, encontram nas bolsas as condições para a continuidade dos estudos.

Em 1974, no último ano do curso de Medicina, sua veia comunitária fez ela abdicar das férias e descanso com a família para se juntar a um grupo de outros médicos, com o objetivo de atender populações desassistidas em pleno coração da Floresta Amazônica. Tania foi para a cidade de Óbitos, no Pará, onde a UFF mantinha um campus avançado recém-inaugurado. Foi um longo mês enfrentando todos os tipos de dificuldades, ainda maiores para profissionais iguais a ela devido à mobilidade reduzida. Enfrentou o fantasma das doenças tropicais, dentre elas a Malária e a Febre Amarela, com o propósito de levar atendimento, conforto e esperança aos mais humildes.


Ainda no internato, incentivada pelo Dr. Gabriel, Tania passou dois anos na Obstetrícia do Hospital Universitário Antônio Pedro. Além de lhe ajudarem a caminhar, suas muletas não foram empecilho para que pudesse realizar milhares de partos. Muitos lhe aconselhavam a se especializar em Patologia, certamente, por conta da sua limitação física. No entanto, sua escolha foi pela Neurologia como especialidade. A possibilidade de ter uma carreira acadêmica promissora era muito grande. Foi considerada uma das maiores especialistas em comprometimento neurológico pela Hanseníase, com trabalho publicado em cinco diferentes idiomas.


Poderia levar adiante seus estudos acadêmicos e ter um confortável futuro como profissional da área médica. No entanto, seu coração a indicava outro caminho. Em 1976, com a residência concluída e pós-graduada em Neurologia, Tania foi para a cidade de Sete Barras, na Região do Vale do Ribeira (SP), visando atender a população carente daquela área. Ao voltar para o Rio de Janeiro, foi convidada para ser a responsável pela Neurologia da Casa de Caridade de Araruama.


Dois anos depois, voltou para Niterói e foi atender a população mais carente no Consultório do Dr. Armando Ferreira, um médico do povo, no bairro do Pita, em São Gonçalo. Em 1981, ingressou no quadro de médicos da Prefeitura Municipal de Niterói, para atender os mais necessitados no Posto Médico da Ilha da Conceição. Em 1983, foi aprovada em um concurso para o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), na condição de médica perita previdenciária, com especialização em Reabilitação Profissional, o que mudaria por completo o rumo da sua vida.


O casamento, a família, os filhos e netos


Em Janeiro de 1978, em um Baile de Carnaval, conheceu aquele que viria a ser seu futuro esposo, João Carvalho. Eles se casaram em dezembro daquele mesmo ano. Em 1980, nasceu seu primeiro dos dois filhos – Gustavo, Jornalista, que atua na causa das pessoas com deficiência, a exemplo dos próprios pais. A gravidez não impediu que Tania trabalhasse até dois dias antes do parto, feito no Hospital Santa Cruz, através de Cesariana em razão da sua acentuada escoliose. Com data marcada, a cesária foi feita pelo Professor Doutor Clarimesso Arcuri. Dois dias após a cirurgia, Tania já estava em casa amamentando e trocando as fraldas de Gustavo. Com Camila, a segunda filha nascida em 1983, não foi diferente. Da mesma maneira, trabalhou até dois dias antes do parto, também por cesária no mesmo e também com Dr. Clarimesso. O retorno para casa também se deu dois dias após o nascimento. Camila, assim como Gustavo, tem se dedicado a causa por Tania abraçada. É coreógrafa de um dos mais reconhecidos grupos de dança em cadeira de rodas do Brasil – o Corpo em Movimento que reúne bailarinos andantes e cadeirantes. Gustavo e Camila deram a Tania e João dois netos, Lara e Bernardo. Lara hoje com 9 anos e Bernardo com 1 ano.

A criação dos filhos não impediu que Tania e João pudessem dividir o tempo entre a atenção às crianças e ao crescimento da Andef. A instituição fundada ela e amigos como Guilherme Ramalho, Rosane Cruz e outros em 1981, cresceu para dar vida a muitas outras organizações no Brasil como, por exemplo, o Comitê Paraolímpico Brasileiro. Em 2003, quando completaram 25 anos de casados, renovando os votos e casando novamente. Desta vez, em cerimônia religiosa conduzida pelo Pastor Jonas Resende.


A criação da Andef e a militância no movimento da pessoa com deficiência

Em 1981, Tania foi convidada para dirigir a Banca de Empregos do Ano Internacional da Pessoa Deficiente, instituída pela ONU, com o propósito de se discutir a fundo a falta de oportunidades educacionais e de trabalho para as pessoas com deficiência. Com o ano por terminar, para dar continuidade ao trabalho iniciado, foi necessário criar uma ferramenta que pudesse dar respostas aos problemas então vividos pelas pessoas com deficiência.

Juntei amigos, dentre eles Guilherme Ramalho, Rosane Cruz, Geiza Maria e outros e, em 31 de agosto de 1981, nascia a Andef – Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos.


O objetivo: encontrar caminhos para o reconhecimento da sociedade de que é possível viver com respeito as diferenças, de que ordem sejam. O início, como alias tudo na vida, não foi fácil. Enfrentar a falta de acessibilidade, a desconfiança da sociedade na capacidade das pessoas com deficiência, a resistência das famílias em colocarem seus filhos com deficiência para enfrentar o desconhecido e o incipiente interesse dos legisladores pelo tema eram questões que precisavam ser enfrentadas. O que os sobravam era arregaçar as mangas, botar a cara e ir à luta. E foi o que foi feito.

Pelas suas mãos, a Andef cresceu e se transformou na maior organização de pessoas com deficiência do Brasil, oportunizando a que pessoas que se acidentam, todos os dias, vítimas de acidentes de trânsito, violência urbana e tantas outras causas possam encontrar caminhos para suas vidas. Em 1983, encontraram no esporte a ferramenta necessária para a mudança do olhar social sobre a questão da deficiência. Organizaram os VIII Jogos Nacionais em Cadeira de Rodas, realizado no Caio Martins. Em 1986 já tinham um grande número de amputados oriundos do Centro de Reabilitação Profissional do INSS, aonde Tania trabalhava, e assim foi dado inicio a uma nova modalidade de esportes no Brasil: o Futebol de Amputados que hoje é praticado para além das fronteiras brasileiras mundo a fora.


A área do esporte não ficou apenas no Futebol de Amputados, ampliou-se a ação para outras modalidades tornando assim uma força nacional no atletismo, na natação, no basquetebol em cadeira de rodas.

Em 1995, foi criado o Comitê Paraolímpico Brasileiro e não havendo duvidas foi dada a ele as condições físicas, financeiras e de recursos humanos para que os atletas brasileiros chegassem aonde chegaram – a condição de potência mundial, figurando entre os 10 países de ponta deste esporte. Em 2001, foi inaugurado o primeiro Centro de Treinamento para atletas com deficiência do Brasil, sede da Andef, aonde já foram realizadas diversas competições nacionais e internacionais.


Com a sede construída em um terreno de 42.000 metros quadrados no bairro do Rio do Ouro, foi feito mais, porém não somente para as pessoas com deficiência. A Andef abriu suas portas para que as pessoas sem deficiência pudessem usufruir de instalações adequadas para atividades esportivas e culturais. No campo da Saúde e da Reabilitação a Andef desenvolve um reconhecido e premiado programa, o PRI – Programa de Reabilitação Integrada, que associa tratamento em saúde e reabilitação, com atividades educacionais, culturais, lúdicas e esportivas.


Tania não se contentou em dar caminho apenas para a Andef e foi além. Ajudou a criar a Organização Nacional de Entidades de Deficientes – ONEDEF, ampliando a luta das pessoas com deficiência Brasil afora. A ONEDEF, onde exerceu a função de Secretaria Geral foi de grande importância para as conquistas alcançadas pelas pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida na Constituição de 1988, abrindo portas para um expressivo número de Leis que hoje beneficiam milhares de brasileiros com deficiência, idosos, pessoas de patologias diversas que podem adquirir automóveis com isenção de impostos, estacioná-los em vagas reservadas, disputar concursos públicos utilizando-se de lei de cotas, dentre tantos outros benefícios.

O trabalho realizado na Andef trouxe as pessoas com deficiência a possibilidade de integração a sociedade e a outros movimentos sociais, preparando gestores para negócios sociais e para a vida, atletas para o pódio e para a cidadania, trazendo também empregos para milhares de pessoas com deficiência que a partir de então se transformaram em chefes de família e cidadãos.


Atuação parlamentar

A militância no movimento das pessoas com deficiência levou Tania a disputar eleições e ocupar uma cadeira no Parlamento Municipal e Estadual. Foi Vereadora e Deputada Estadual. Tania fez dos seus mandatos instrumentos de conquista de cidadania para todos. Sua origem e formação em medicina foram colocadas à disposição da construção de Leis e ações que apontassem para a prevenção de causas que afligem a população todos os dias. A primeira delas, em 1995, a que determinou a obrigatoriedade do Uso do Cinto de Segurança, no Estado do Rio de Janeiro. Era sua veia preventiva antecipando o que o Governo Federal só viria a fazer, três anos mais tarde, através do DENATRAN – Departamento Nacional de Trânsito (atual CONTRAN), em 1998, pela Resolução 14/98, que tornou obrigatório o uso do acessório que tantas vidas salvou, em todo o Brasil. Tania já sabia desde muito jovem, médica recém-formada nos plantões da emergência neurológica e no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Antônio Pedro, que a não utilização do cinto de segurança fazia inúmeras vítimas fatais, ou com sequelas permanentes.

Tania foi presidente da Comissão de Saúde da Alerj, e nesta condição esteve à frente do caso da Clínica Santa Genoveva, aonde morreram 102 idosos, por falta de cuidados. O caso ganhou dimensão nacional por sua gravidade. No dia em que veio a público a morte dos idosos, Tania foi uma das primeiras a chegar ao local e ficou chocada com o que presenciou. Concluiu que aquele não era um caso isolado e decidiu vistoriar outras Clinicas “ditas” especializadas em pacientes terminais e asilos. A partir da Santa Genoveva Tania requereu a CPI do Idoso, aprovada e da qual foi relatora, visitando dezenas de Clinicas espalhadas pelo Estado do Rio. O que viu foi estarrecedor. Idosos que deram suas vidas para o crescimento de nosso Estado, abandonados em condições que se assemelhariam aos campos de concentração nazista. Tania produziu Leis, integrou outras CPIs como a que apurou irregularidades em Bancos de Sangue e Hemocentros aonde encontrou ausência de testes para a detecção de contaminação do sangue; a realização de transfusão diretamente do doador para o receptor (transfusão braço a braço) com risco de contaminação por HIV ou Hepatite; bolsas de plasma e concentrado de hemácias com prazos de validade expirados; temperaturas inadequadas para conservação do sangue e dos hemoderivados, dentre tantas outras mazelas.


Apesar da mobilidade reduzida em razão da deficiência, Tania jamais deixou de estar nas ruas ao lado da população aonde houvesse necessidade de sua presença.

Em Niterói, trabalhei arduamente seja como Vereadora, seja como Secretária Municipal de Acessibilidade. Trabalhei para a aprovação da Lei de adaptação dos ônibus municipal na questão da Acessibilidade, por brinquedos acessíveis em nossas praças, pelo projeto praia sem barreiras, ajudei a implantar o Projeto Ponto a Ponto, que oferece deslocamentos para o tratamento de reabilitação a quem dele necessita, pelo Fraldário no Campo de São Bento. Realizei o Niterói Acessível reunindo milhares de pessoas em ações e levando informações importantes que muitas vezes estão distantes das pessoas.

Como vemos uma vida completamente pautada em determinação, força, visão, amizade, amor e vontade de ver a mudança acontecer.

“Derrubando as barreiras que a vida me impôs!”

Tania Rodrigues



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